domingo, 6 de março de 2011

Visite meu novo blog!

Muito obrigada a todo mundo que me lê! Fico mesmo agradecida...
Mas o blog da libélula foi abandonado de vez, porque agora eu escrevo aqui:

http://ladoba99.blogspot.com/

Por favor visitem o blog novo, espero que gostem =)

Beijo pras groupies!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pode ser preguiçoso, em 2010 a música boa vem até você

A história é verídica e o que me aconteceu foi o seguinte:
Um estranho do nada começou a me seguir no twitter. Eu, curiosa que sou, fui ver qual era a da pessoa. Abri o tal do perfil estranho que me seguia e descobri que não era uma pessoa, mas sim uma banda. Mais curiosa ainda, fui fuçando o perfil. Uma banda de Recife. Era tarde a essa altura e eu já devia estar dormindo há horas, mas aí não aguentei, né...eu PRECISAVA ouvir as músicas e saber qual era a dos caras.

Abri o site. Bonito, bem bacana! Mas corri direto pro link do myspace. E que surpresa!
Rock instrumental sempre me agradou muito, ainda mais feito no Brasil, ainda mais de Pernambuco, com guitarras fodidas, músicas lindas, nada óbvio e... ESCALETA!!! Uau, sério, fiquei muito impressionada e não sosseguei até ouvir TODAS as músicas e mandar-lhes um elogio via twitter. Por isso quis compartilhar com vocês a banda que acabei de descobrir, ou melhor, na verdade, a banda que me descobriu e praticamente me disse "hey, Bá, vem aqui ouvir a gente".

Olha só: http://www.josephtourton.com.br/
Adianto, vale MUITO a pena!

E essa história toda ainda me rendeu uma boa reflexão: pra todos esses preguiçosos de merda que têm a pachorra de dizer, em pleno ano de 2010, que não existe música boa no Brasil, que a nossa geração não toca nada que presta, que "olha só esse VMB, esse Prêmio Multishow, essas rádios FM", que "tudo está perdido", bem: vão se foder!

Sempre me irritei um absurdo com essa postura conformista de reclamar e não ir atrás de coisas boas, da boa cultura que existe e está aí pra quem quiser, em plena era da internet. E ainda mais agora, que, com o twitter, percebi mais um adianto: além da música boa estar lá, acessível, pra baixar de graça, pra curtir, pra divulgar e apreciar, agora ela ainda vem até você. Não vale mais reclamar. Não precisa nem ir atrás. Sem esforço. Você só precisa abrir os olhos, abrir a cabeça; e dar uma chance.

domingo, 18 de julho de 2010

Notícias musicais direto do RIO DE JANEIRO

O Libélula voltou e está muito mais chique: temos um correspondente de outro estado e uma entrevista com banda internacional! Trazendo notícias direto do Rio de Janeiro, meu amigo gênio rockstar Bernardo Fajoses gamou num grupo chamado Jarrah Thompson Band, do qual eu nunca tinha ouvido falar. Aí essa banda foi tocar no Rio e o Bê fez as vezes de repórter cobrindo a apresentação, com uma resenha do show e, além disso, uma entrevista com a banda que logo logo vai estar disponível em formato podcast (vamos postar aqui no Libélula também). "No podcast, além da entrevista com a Jarrah Thompson Band, teremos uma playlist com músicas sugeridas pela própria banda", comenta o carioca. Confira a reportagem especial do Bê!

VONTADE É O QUE NÃO FALTA POR AQUI

Podemos dizer que tudo isso começou da vontade do baixista Bruno Padoveze de mudar, mudar de vez, mudar tudo! Cansados do Brasil, ele e sua mulher Thais se mudaram pra Austrália. Lá, o baixista (profissional há 15 anos) começou sua saga. Fez um teste para a então reformulada banda de Jarrah Thompson, que a princípio estava reticente quanto a ter um baixista brasileiro na banda, “até que o vimos tocando” – revela com orgulho Jarrah, um jovem guitarrista.

Juntamente com Chris Cameron, Bruno é remanescente da original e ENORME formação que gravou Stargazer, álbum de estréia da banda, lançado em 2008. Ao todo, 13 pessoas fizeram parte das gravações, incluindo um quarteto de cordas e um naipe de metais. A responsável pelo toque de mágica na banda, porém, é a flautista Asha Henfrey, que entrou no meio de uma turnê australiana (mal conhecia os integrantes). Nessas horas, podemos ter certeza do verdadeiro poder da música ao unir pessoas tão talentosas no mesmo lugar. Vamos ao show? Ótimo, é aqui que tudo acontece. A banda ao vivo pode ser definida por uma equação simples onde entrosamento e talento, aliados a um bom repertório, resultam em um som orgânico e cheio de uma energia revigorante. É a trilha sonora perfeita para uma viagem em que só eles conhecem o caminho e é bom confiar e se deixar levar pelo som!

Você vai passar por lugares onde nunca esteve antes, embalado por boas jams cheias de improvisos (como em Freedom e Sea Line onde vemos por que Bruno entrou pra banda e porque Asha continua na banda), vai passar por lugares onde já passou antes, mas nunca reparou (principalmente em covers onde Asha prova que sua flauta agrega muito valor ao som da banda, dando uma visão única da coisa). Durante essa viagem, você vai se perguntar se algumas das canções não foram feitas em Bron-Y-Aur e ficaram de fora de um conhecido álbum gravado na casa de campo de Jimmy Page. Mas não pare por aqui, ainda temos mais alguns lugares para visitar (não tanto quanto a banda, que tem 23 datas em locais diferentes). Lugares imaginários onde uma jubgand toca animada e põe todo mundo pra dançar – em algum lugar nesse ponto Asha assume os vocais e revela uma voz doce e cativante, o que só nos faz ficar mais apreensivos pelo próximo álbum que está sendo gravado aqui mesmo no Brasil (em Campinas)!

A viagem continua e músicas como Money Blows Away nos provam que Jarrah é realmente um ótimo compositor, além de um guitarrista inspirado, principalmente na música Joe Walsh, segundo o próprio. Como todo bom show, esse também chega ao fim, dessa vez ao som de I’m The One, um verdadeiro hit que não consegue deixar ninguém parado! Mas a viagem de Jarrah Thompson e Cia. não para por aqui, na verdade isso é só um brilhante começo de uma turnê idealizada há cerca de um ano pelo baixista Bruno, que passou noites sem dormir em sua casa do outro lado do mundo marcando datas pelo Brasil, provando de uma vez por todas que não há jabás ou esquemões (que permeiam cenas culturais e artísticas locais) capazes de deter o verdadeiro talento, mesmo que ele esteja do outro lado do mundo.

O que a Jarrah Thompson Band faz é mágica. Como quase nunca se vê por aí. Fique atento e não pisque, ou perderá todo o truque! Para isso não acontecer, acompanhe as datas da turnê da banda através do Myspace e do hotsite da turnê.

PS: Paulistanos e paulistanas, fiquem atentos ao show que rola no dia 06/08 no Espaço Urucum (Vila Madalena).

Obrigado Bárbara pelo espaço cedido, obrigado Marcelo do Rio Rock e Blues Club pelo espaço cedido para entrevistas. Obrigado também a todos da banda e da equipe, todos vocês são dez!

PEACE!
Bernardo Fajoses Barbosa

terça-feira, 6 de julho de 2010

Novidades dos Garotas Suecas


Mais ou menos duas semanas atrás fui ver Garotas Suecas no CB, barzinho de rock bem legal da Barra Funda. O show foi pouco anunciado, eu que sempre acompanho a agenda da banda nem tava sabendo e descobri por acaso, no dia. Mas, como sempre, foi muito bom!


Me divirto muito nos shows dos Garotas Suecas, é uma banda muito feliz, alto astral, que faz você sorrir e querer dançar e pular que nem uma criancinha! Dessa vez não foi diferente: som maravilha, pessoal animado, gringo louco dançando do meu lado – na verdade, quase me atropelando...mas a banda também tinha muitas novidades pra mostrar.


A começar pelo set list: tocaram muitas músicas novas (algumas delas ainda inéditas) que vão fazer parte de seu primeiro álbum (eles já lançaram 2 excelentes EPs, “Garotas Suecas” e “Dinossauros”, mas nenhum CD completo ainda). Gosto muito da “Olhos da cara”, que diz: “seus óculos custaram os olhos da cara e agora você não vê nada” – refrão super grudento, ficou na minha cabeça por dias desde que ouvi no show do Sesc Vila Mariana, há alguns meses. Fora essa tocaram “Banho de Bucha”, que já está no Youtube há um tempo e é bem boa, suingada e engraçadinha – bem Garotas Suecas. Das inéditas, me lembro bem de “Ela”, num estilo jovem guarda, romântica, e da “Você Não é Tudo Isso, Meu Bem”, que tem uma letra muito espertinha!

A outra novidade foram duas participações especiais: backing vocals! Chamadas pela própria banda de “Coro das Cabrocha Linda” ou coisa parecida, subiram ao palco Luiza Lian, que já cantou com várias bandas e faz parte da banda Noite Torta (se apresentaram no Zé Presidente sexta passada, infelizmente perdi); e Beatriz Mentone, vocalista da banda Memórias de um Caramujo, que tem letras em português absolutamente geniais e tocou uma temporada em março no Espaço Cachoeira, do lado da PUC. Sim, eu fui a um desses shows, e foi fantástico! Depois falo deles aqui. As meninas também participam como backings no CD.


Aí essa semana vários blogs indies e a revista NOIZE (também indie) publicaram coisas sobre os Garotas, nos informando de que o 1º disco deles deve sair já em setembro, porém, só na gringa, pelo selo American Dust. O álbum vai se chamar “Escaldante Banda”, com uma capa maluca psicodélica super colorida (ainda bem que sabemos que Restart não foi a influência, né gentes?). O blog bacana Bloody Pop colocou uma das inéditas para audição e a NOIZE entrevistou a banda para saber como é tocar nos EUA e por que raios as coisas estão dando mais certo lá do que aqui. Muito interessante a entrevista, aliás, que explica bastante coisa sobre a cena independente e o mercado de música no Brasil e no mundo. Recomendo!


Os Garotas vão tocar no sul do Brasil em julho (08/07 em Curitiba e 09/07 em Floripa) e, em setembro, já começam mais uma turnê nos EUA promovendo o lançamento do disco. Espero que voltem a tocar em São Paulo logo (mas já sei pelo myspace deles que a turnê gringa vai ser longa) e que esse álbum saia aqui pra nós, fãs brasileiros, sem muito atraso. Por enquanto, assista ao último clipe deles, pra música Bugalu, do EP Dinossauros. Foi gravado na Vila Madalena, no beco grafitado, tem um fusca rosa, vitrola, integrantes brincando de pula cela, uma beleza!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Paris, sexo e tragédia - o amor revisitado


O que esperar de um filme francês moderno, que retrata jovens parisienses e suas relações amorosas e sexuais, novo trabalho do diretor Christophe Honoré, que conta com Louis Garrel no elenco e é um...musical?

Muitas pessoas não gostam de musicais, reclamando da total falta de naturalidade e qualidade com que os atores interpretam as músicas. Mas esse não é o caso de Canções de Amor, título sugestivo para um filme que discute relações homossexuais, bissexuais, relacionamentos abertos, a perda de alguém que se ama e todo o processo de recuperação.

Um filme sobre o amor que é dividido em três partes: a partida, a ausência e o regresso. O jornalista Ismael (Louis Garrel) é namorado de Julie (Ludivine Sagnier) e os dois começam a se relacionar com Alice (Clothilde Hesme), colega de trabalho de Ismael, formando um difícil triângulo amoroso, onde a única personagem a parecer bem resolvida e não tão apaixonada é Alice. Ismael e Julie brigam constantemente e têm ataques de ciúmes. Quando os três vão para a cama, percebe-se que o móvel é pequeno demais para todos eles e o quanto se provocam entre si. Mas a morte repentina de Julie acaba com o relacionamento dos três. Ismael e Alice já não continuam juntos e cada um parte para a busca de um novo companheiro. A perda de sua namorada é responsável pelos três “capítulos” do filme, que representam a fase em que Ismael se encontra no sentido de superar a morte de Julie.

Ao sair da sala de cinema, não se tem a impressão de ter assistido a “um musical”, mas sim a um drama com uma pitada a mais de sentimento, romance e sexo. As músicas são extensões dos diálogos nas cenas e é por isso que soam muito naturais. As letras das canções têm tudo a ver com o que os personagens estavam dizendo em cena e a interpretação musical e vocal não é alterada, forçada. Não se tem a quebra da cena convencional para um número que parece ter saído da Broadway.

O espectador acaba mergulhando na música com o personagem, já que, toda vez que alguém canta no filme, é como um suspiro, uma demonstração do sentimento que o personagem experimenta naquele momento. A canção, aqui, é extremamente pessoal e uma forma direta de expressão.
De forma geral, o filme traz desde ménage-a-trois a sexo gay. As cenas, no entanto, são profundamente delicadas e romantizadas. Mesmo assim, ainda choca boa parte da platéia.
O engraçado é que Chansons D´amour faz cair por terra todo o convencionalismo, todos os padrões de amor e relacionamento como os conhecemos e, de qualquer forma, acabamos torcendo por algum personagem, da mesma forma como espectadores de novelas torcem para que o mocinho e a mocinha fiquem juntos no final e sejam felizes para sempre. Mas Honoré destrói o estereótipo do casal perfeito, destrói o mocinho e a mocinha, coloca na mesma cama o mocinho e duas mocinhas, imperfeitos, humanizados e, como se não bastasse, para terminar junta dois mocinhos no final feliz!

Mas ao mesmo tempo constrói o amor de novo, dessa vez admitindo homossexualismos, só que ainda em casal. Isso porque a relação a três já tinha enfraquecido o romance entre Julie e Ismael, Alice se sente sozinha em um show onde o casal não se desgruda e procura outro companheiro e, principalmente, com a tentativa de Ismael de superar a morte de Julie, onde ele tenta esquecer suas mágoas se relacionando com pessoas diferentes e certa promiscuidade, demonstrando que, na verdade, não consegue ficar sozinho. Ismael só se recupera ao encontrar um jovem rapaz, que tenta persistentemente conquistá-lo.

É um retrato do amor moderno, sem falsos moralismos ou julgamentos. Trata-se de uma discussão sobre o que é amor, as formas em que ele se dá, como é demonstrado, como é feito. Questiona o por quê de a sociedade ainda se chocar e não aceitar a diversidade sexual, o por quê de mantermos os mesmos ideais e padrões para os relacionamentos. E defende a idéia de que o amor move o mundo. Tudo gira em torno desse sentimento, o mais belo e necessário de todos, como já diziam os Beatles em All you need is Love.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Especial POWER TRIO

Alô, alô, caros leitores!

Depois de um período um pouco conturbado e certa demora, o blog volta a todo vapor!
Demorei pra começar as dicas culturais...mas agora vai!

Resolvi fazer um especial sobre power trios. Para quem não conhece, power trios são bandas compostas por três integrantes, geralmente contando com a tríade clássica de rock: baixo, guitarra e bateria. Mas nem sempre...


Tem power trio brazuca, tem power trio gringo, tem só de meninos, tem misturado...e o legal é que são bandas de estilos diferentes.

Aqui nesse blog eu só vou postar dicas de coisas que realmente acho legais, não importa se são novas ou velhas, se a crítica rechaçou ou colocou num pedestal. Só dicas culturais relevantes, que tenham algum diferencial e que eu ache que valham a pena, sim. Por hora, acredito que é perda de tempo e espaço escrever sobre uma banda só "pra meter pau", além de certa prepotência. Não quero ser um Álvaro Pereira Jr. ou um Lúcio Ribeiro. Só quero o emprego deles (hahahahah). Espero que vocês gostem das dicas também!


SOULSTRIPPER
Trio de meninos de Piracicaba, interior de São Paulo. Toca um rock despretensioso e muito, mas muito divertido. Com 2 guitarras e uma bateria (pois é, o baixo foi aposentado), o som remete a vários estilos de rock de ontem e hoje, puxando mais para o rockabilly e o rock clássico. Dá pra perceber influências de Chuck Berry a AC/DC. Aliás, foi de uma música do australiano AC/DC, do lendário guitarrista Angus Young, que eles tiraram o nome da banda. Para quem quiser ouvir a Soulstripper original, que é bem boa, vai o link:
http://www.youtube.com/watch?v=TN-6ckdE_yE&feature=related

Além das músicas animadas e dos solinhos e riffs deliciosos, o que eu acho mais legal na Soulstripper são as letras das "músicas de amor" (eles usam como slogan da banda a frase "Rock´n´roll de menino pra menina"...mas é o romance moderno, hein! hahahaha). São descaradas, divertidas, atrevidas...super hiper ultra cara de pau, na verdade. E por isso que é bacana. O que dizer de versos do tipo: "não te traí tanto assim, é exagero terminar" e de nomes de músicas como "Eu não trocaria um sorvete de flocos por você"? A matéria prima das letras deles são as meninas e todos os problemas que vem com elas, aparentemente, e gostam de pagar de cafajestes - engraçado, mesmo com tudo isso tem mil fãs groupies atrás deles.
O Soulstripper é formado por Bruninho, menino descolado com camisetas de banda e all star na guitarra e vocal; Luka, que parece ter vindo direto de uma máquina do tempo lá dos idos dos anos 70/80, pelo cabelo grandão e os modelitos, na guitarra solo (toca demais, do nada ele solta uns solinhos humilhantes virtuose no palco) e Chico, o mais tímido da banda, com seu super black power na batera.
No perfil deles do Tramavirtual, dá para baixar TODAS as músicas, de grátis, o que eu também acho muito legal. Recentemente eles vêm soltando umas músicas novas lá e fazendo propagandas hilárias delas no fotolog. Vale a pena ouvir - e reparar nas letras!

Acesse:
http://www.myspace.com/soulstripperock

Para baixar e ouvir:
http://tramavirtual.uol.com.br/galeriaArtistaDetalhe.jsp?idg=28076&id=858130



TUFAS NAPOLEON
É, o nome é bem estranho e até hoje eu não sei da onde esses meninos de São Paulo tiraram isso. Só sei que eles parecem ser fãs do ótimo filme "Napoleon Dynamite" (talvez eu escreva sobre ele depois, mas vale muito a pena assistir!), já apareceram em fotos com a camiseta "VOTE FOR PEDRO" e tudo.

A primeira vez que ouvi o Tufas foi assistindo a um show deles, e lembro que me impressionei muito. Primeiro porque os meninos eram (e ainda são) muito novos, fazendo um som de altíssima qualidade, tocando covers de peso como Sonics (banda de rock de garagem maravilhosa e psicodélica, dos anos 60) e The Who (mais conhecida, ícone mod, também dos 60). Segundo porque as músicas próprias deles não são, de modo algum, inferiores aos covers muitíssimo bem executados. Eles só cantam em inglês e o batera vive em Boston, EUA, além de tocarem rock e folk a la Beatles e Bob Dylan - isso tira muito a identidade brasileira da banda, também porque as letras são corretas e inteligentes, cantadas em um inglês impecável. Parece que eles são gringos. Não que isso seja um defeito, é apenas mais uma peculiaridade; e mesmo assim impressionam. Eu pessoalmente gosto muito de uma música que só tem no youtube chamada "I was" (a gravação é legal, o áudio está muito bom e o começo da música é uma cena engraçada) e de "She said" (não, não é um cover de Beatles, o nome acabou igual, mesmo), disponível no myspace do Tufas, que é viciante. O riff é genial, o baixo é forte e hipnotizante. Minha preferida.
Pedro Vainer toca guitarra e canta, o baixo fica a cargo do Gers e a bateria, que muitas vezes mistura um inusitado bom e velho jazz, é tocada por Mario. "Nos juntamos para tentar fazer a nossa parte no combate ao Rock´n´Roll reciclado e mal tocado de hoje...e conseguimos (ou, pelo menos, tentamos) fazer tudo isso sem letras políticas". O Tufas acabou de entrar em estúdio durante as férias de julho, com a visita de Mario às terras tupiniquins.
Músicas novas já foram lançadas no myspace dos caras, e soam diferentes dos trabalhos anteriores. Muito mais tranquilas, com uma pegada mais folk, mais violão. E bastante americanizadas (tanto na sonoridade quanto no tema das letras).

Para ouvir:
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=165886765

Para ver as fotos das últimas gravações:
http://www.fotolog.com/tufas_napoleon



FOXBORO HOT TUBS
É a banda paralela dos caras do Green Day, de rock de garagem, bem cru, com uma levada retrô. Fantástico!

Para quem já é fã de Billie Joe e Cia, calma! A banda não acabou por causa do projeto paralelo, não vai acabar (pelo menos não agora) e o CD novo do Green Day chega no começo de 2009, pelo visto. Não precisam se preocupar, suas groupies!
Agora, para os fãs da fase mais punk da banda (que já reclamam que não gostam dos últimos CDs) ou praqueles que acham Green Day uma merda, coisa de emo e blablabla, GENTE, dêem uma chance. Sério!

O som do Foxboro Hot Tubs é bastante diferente do som do Green Day, mesmo que dê para pensar "Ei, eu já ouvi isso em algum lugar!" - mais por causa da voz já conhecida do Billie Joe, mesmo. Sem contar que os três (Billie Joe Armstrong na guitarra e vocal, Mike Dirnt no baixo e Tré Cool na bateria) são, sim senhor, excelentes músicos.
Mas essa banda nova tem um rock bem mais elaborado, apesar de não apelar para firulas (até porque elas devem ser contra a religião dos caras). É rock cru, música enérgica, que dá vontade de dançar, bater palminha e cantar junto, como tem que ser.

Essa semana estava eu flanando pela FNAC, fuçando todos os CDs da loja, como de costume, quando me deparei com o álbum deles. Nossa, juro que me surpreendi! Já faz um tempo que o álbum está à venda na internet, e com certeza dá para baixar de graça também em algum lugar, mas não esperava achar esse CD no Brasil ainda. Que dirá lá na FNAC e não na galeria do rock da vida, né...ainda mais sem nenhum tipo de promoção, de destaque, NADA. Sem fazer sucesso no
Brasil, sem tocar em rádio, sem aparecer na mídia - publicaram pouquíssima coisa sobre eles aqui. E eu só encontrei textos sobre a banda na internet. Que beleza ter uma gravadora e grana pra fazer o que quiser, não?
O CD na FNAC surpreendeu pelo simples fato de estar ali, mas é caro de doer. 35 reais por um envelopinho fino e mole de papelão, com a capa igualzinha à do site e 12 faixas...neeeem! A capa do disco, aliás, vale um comentário. Achei linda! É bem simples, mas bastante chamativa, num estilo bem retrô (é essa da foto do post). No myspace da banda, dá para ouvir poucas músicas, mas já vale (pelo menos para conhecer o som). Se você preferir, corre pra ouvir o disco inteiro nas maquininhas da loja também.

http://www.myspace.com/foxborohottubs



ROCK ROCKET
A banda defensora do rock´n´roll alcoólatra e inconsequente continua ainda mais cara de pau. Formada por Alan na bateria, Noel nos vocais e guitarra e Pesky no baixo, acaba de lançar o segundo CD. Lindo, lindo! Drogas lícitas e ilícitas, pés na bunda, o Jimmy do Matanza cantando um country rock malvado na música "Eu queria me casar" (faixa 7 da sequencia) e tudo.

O CD ficou redondinho, daqueles que não enjoam, que dá pra deixar rolando inteiro e ainda repetir. Com a experiência de inúmeros shows e as viagens e reconhecimento pelo Brasil todo desde o lançamento do primeiro CD, em 2005, os caras estão tocando melhor, escrevendo músicas e letras mais criativas, sem nunca deixar de lado as palavras escrachadas, a bebedeira e o rock cru que marcam forte a banda. As guitarras no CD novo não estão mais tão "Ramones" assim, ainda trazem bastante do punk rock mas já acumulam riffs mais elaborados, solos mais difíceis, peso e cadência, além de instrumentos diferentes que incrementam as gravações, como piano (num estilo rock dos anos 50) e até violino (bem country, na música com o barba ruiva Jimmy).

O clipe novo do Rock Rocket é da música "Doidão", desse segundo CD. Foi gravado no bar Berlin, que fica na Barra Funda, São Paulo. Apesar do ar trash de filme B de terror, é um clipe produzido, com vários efeitos especiais, bem feitinho (e sangrento!).

Dá pra ouvir o Cd inteirinho e ver o clipe novo no myspace deles:
http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=105717354

No site da banda no Tramavirtual, dá para baixar o primeiro CD inteiro, de graça; e a música "Doidão", do disco novo:
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=5825


O especial Power Trio não termina aqui! Tem mais bandas legais no próximo post. E, se você tiver uma banda ou quiser indicar alguma coisa legal (mesmo sem ser power trio), não se acanhe! Adoraria receber sugestões!
Beijos pra vocês, xuxus!

Bárbara

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

É tudo de bom, amiguinha!

Pois é, caros leitores.
Eu tenho um lado muito “amélia” e não me envergonho disso. Gosto bastante de gastronomia e culinária, sou fã da Palmirinha Onofre e, quando tenho tempo, acho a maior diversão inventar moda na cozinha.

Minha avó sempre reclama de ter que fazer comida todo santo dia e eu entendo! Ter que cozinhar sempre assim vira uma obrigação. E aí fica meio chato...também tem gente que se apropria da clássica frase “não sei nem fritar um ovo”.
Para estes céticos que provavelmente acham uma chatice os programas com receitas na TV, bem...vocês nunca vão aprender nada mesmo, se não se arriscarem a tentar. E sabe o que mais? É muito melhor tentar cozinhar qualquer coisa, dar errado, ficar horrível e, mesmo assim, ir aprendendo a fazer comida aos poucos do que nunca tentar e viver de miojo! Sem contar que é muito engraçado quando a comida fica ruim e você vê as pessoas comendo e fingindo que tá ótimo, pra não te fazer desfeita...quem não lembra da sopa azul do aniversário da Bridget Jones? Hahahahaha...

Uma receita que eu adoro fazer e que ficou meio famosa são os cookies. O crédito dela vai para a Isadora, minha prima, e a Vera, mãe dela. Elas que me ensinaram!

Atendendo a muitos pedidos, resolvi postar na íntegra aqui no blog. Tentem fazer em casa, eu juro que é fácil! E, se der errado, você pode armar um campeonato de futebol de botão com os cookies na mesa da sala, olha que legal!


P.S. Dispenso as piadinhas infames com os cookies...entenderam, né, manés??


COOKIES

Ingredientes:

3 xícaras de chá de farinha

1 xícara de chá de açúcar

1 xícara de chá de açúcar mascavo

1 colher de sopa rasa de fermento

3 ovos inteiros

1 e 1/2 tablete de margarina culinária (acha fácil no supermercado! são aqueles tijolinhos de margarina que vem em pacotes, próprios para fazer bolo, biscoito, essas coisas...)

1 barra de chocolate meio amargo picado

Modo de fazer:

Primeiro, pegue uma tigela grande e coloque todos os pós (farinha, açúcar e fermento) e misture muito bem, até eles ficarem com uma cor de canela. Se o açúcar mascavo estiver empelotado, trate de esmagar bem todas as bolinhas! Tem que ficar sem carocinho nenhum, tudo bem misturado!

Agora coloque os ovos inteiros (mas sem casca, hein! hahaha) na tigela.
Dica pra quem não sabe muito de culinária: ao invés de quebrar o ovo direto na tigela com a farinha, pegue um pote menor e quebre os ovos nele, um a um. Se o ovo estiver bom, você joga na tigela. Se estiver estragado, você não vai perder toda a receita por isso!

Derreta um tablete e meio da margarina culinária (no microondas ela derrete em uns 30 segundos, bem fácil). Quando estiver bem líquida, jogue na tigela.


Agora é a hora de misturar BEM a massa. Ela é pesada e super grudenta. Sim, é legal pacas misturar com as mãos e fazer meleca, mas dá muuuito mais trabalho. É melhor pegar uma colher de pau e misturar com força, mas com jeitinho (senão você vai esparramar tudo na pia, mané).
Tem que misturar muito bem mesmo, até virar uma massa bem mole, brilhante e marrom, cor de caramelo.

Feito isso, pegue o chocolate (que já deve estar picado em pedacinhos pequenos, nada muito perfeito. Eu faço essa parte antes de tudo, vendo televisão. Irmãos mais novos, não sei por que, também são ótimos para fazer essa parte. Dê um pouco de trabalho pra eles, mas cuidado para que não comam metade da barra de chocolate escondidos).

Jogue tudo direto na massa e, mais uma vez, misture MUITO bem.

Hora de assar! Agora precisamos de um pouquinho de atenção.
Pegue uma assadeira grande, de qualquer formato. Não precisa untar a fôrma, porque a massa tem muita manteiga e não gruda.

Com duas colheres de chá (sim, as pequenas, mesmo) faça bolinhas de massa na assadeira, tomando o cuidado de deixá-las bem separadas. Isso porque, quando assa, o cookie se esparrama e, sem espaço, eles vão grudar e ficar bem feinhos (mas o gosto fica bom! Isso já aconteceu comigo, no começo...hehehe).

Coloque no forno em temperatura média ou alta e fique de olho, porque assa rápido.
Uns 10, 15 minutos são suficientes. Dá pra saber quando estão bons quando as bordinhas dos cookies ficam bem douradas.

Tire os biscoitos da fôrma com uma espátula e deixe eles secarem em um prato grande. A grade daquelas churrasqueirinhas elétricas também pode servir para deixar os cookies esfriando.

Prontinho! Viu como é fácil?

Depois vocês me contam se as experiências deram certo?